quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Um textinho sobre o Natal!

A maioria das pessoas acorda na manhã de Natal com uma pilha presentes pra abrir (isso se não tiverem aberto os presentes no dia anterior). Já eu acordo com uma dor de garganta infernal. Pois é, é por esse tipo de coisa que eu sou obrigado a  passar. Não sei de onde isso veio e tenho medo de que seja alguma coisa que comi na noite anterior. Talvez a Coca Cola super gelada ou a farofa vencida que você compra no supermercado a 1,99. Enfim, se for por algo que comi nunca vou saber o que é por que, como sabem, na ceia de Natal você come tudo e mais um pouco.
Mas enfim meus caros, este post não tem nenhum propósito específico e não vai mudar nada na sua vida (assim como todos os outros posts desse blog), mas eu queria fazer algo especial e diferente pra postar nessa data tão especial... e diferente. É Natal! Vamos celebrar, juntar a família ganhar presentes e esperar o Papai Noel descer a chaminé (como se alguém tivesse uma chaminé). Vamos ser gentis com os estranhos e dizer "Feliz Natal!" pra moça do caixa do supermercado. É a magia natalina adentrando em nossas narinas espirituais.
Anyway, Feliz Natal! Seja feliz, leia bons livros, respeite as regras e olhe pros dois lados antes de atravessar a rua. Seja Nice e não Naughty, assim como o bom velhinho.

To bem assim agora

Olha eu realmente não sei por que eu to falando essas coisas. Talvez seja os efeitos colaterais pós-ceia ou pode ser simplesmente fruto da minha garganta inflamada. Enfim, deixa eu ir lá tomar um remédio porque acho que isso tá ficando sério. Feliz Natal, folks!

domingo, 21 de dezembro de 2014

Resenha: O Bicho-da-Seda, Robert Galbraith

Ler esse livro foi como encontrar um amigo antigo, ou como comer uma comida que você não degustava a anos, ou até mesmo voltar a um lugar onde passou bons momentos. Sim, eu tava com saudades, muitas saudades do Cormoran Strike e da Robin Ellacott. Porque eles são demais.
Eu não me canso de dizer que os personagens criados pela J.K. Rowling nessa série de livros são a razão maior pra eu continuar lendo (não que o enredo seja ruim, longe disso). Sério, eu nunca vi coisa parecida. Tenho certeza que esses personagens existem de verdade, não é possível.
Mas enfim, O Bicho da Seda foi melhor que O Chamado do Cuco. Pode ser porque o enredo estava melhor mesmo ou porque já restava acostumado com o estilo de escrita dela, não importa foi melhor.
Se você ler a sinopse, vai saber basicamente como é o enredo do livro. Outro caso e outros suspeitos. O caso agora não tem nada a ver com gente rica e famosa, tem a ver com escritores e derivados, um fato que realmente gostei.
Enfim, mais uma vez somos levados a uma vasta gama de suspeitos, cada um com sua peculiaridade. O livro foi bom do começo ao fim, J.K. Rowling soube me deixar confuso dessa vez. Achava que era uma pessoa, mas depois achava que era outra etc. E eu gostei de ser enganado.
Eu peguei este livro pra ler com uma ansiedade muito grande e com altas expectativas. Queria saber como ficou a vida deles, principalmente a do Cormoran, depois do caso de Lula Landry e, felizmente, tudo foi como eu esperava, e até melhor.
Só sei que depois de mais outro romance protagonizado pelo Cormoran eu posso afirmar que J.K. Rowling merece o posto de escritora mais poderosa do mundo. Ela sabe o que faz.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Da Terra à Lua!

Calma, o post hoje não é sobre o livro do Júlio Verne, mesmo que o título seja uma alusão a ele mesmo. Na verdade, o post de hoje é sobre filme (é, eu não sei por que eu to falando de filme ao invés de livros), MAS sobre um filme específico. Nada mais, nada menos do que o PRIMEIRO FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA DA HISTÓRIA! Demais, não?
Pois é, Viagem a lua (agora entende a alusão), de George Meliés foi considerado o primeiro filme de ficção científica da história não só porque os personagens vão para a lua, mas também porque encontram aliens lá. Estranho, é.
O filme é tão antigo e tão toscamente feito que me dá agonia, mas ao mesmo tempo eu achei divertido e até mais interessante que Gravidade. Ah, por favor, eles RESPIRAM NORMALMENTE na lua, isso é mais interessante do que ver uma mulher desesperada tentando voltar para terra. No Viagem a Lua eles simplesmente pulam da lua e voltam pra terra. Muito simples.
Enfim, não vou mais falar nada sobre o enredo quero que você assista por si próprio. SE LIGA: https://www.youtube.com/watch?v=leXpc2vBG-w
O cara que subiu o vídeo pro You Tube explica coisas interessantes sobre a história do filme (não to falando do enredo). Assiste lá, por que acabei descobrindo o filme pelo canal dele então ele merece mais crédito do que eu.


Ah e se você leu ou viu o filme A Invenção de Hugo Cabret pode ter notado a referencia que faz ao filme. Eu, que vi só o filme, lembro que o autômato desenha a lua com o foguete preso no olho, assim oh: 

                                                                
                                                           E isso é muito legal. 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O palíndromo mais legal do mundo

Engraçado que até o 'S' tá ao contrário
Olá pessoas da internet! Aqui estou eu escrevendo mais outro post e, incrivelmente, não é outra resenha, fique tranquilo. Dessa vez decidi trazer algo mais rápido e legal! Eba!
Pra começar vou te dizer uma coisa: eu detesto gramática. Eu nunca consigo lembrar de nada daquelas paradas de verbo transitivo, intransitivo direto, indireto etc. Eu acho um saco, porque sempre esqueço (ou porque nunca aprendo). Mas enfim, há uma coisa peculiar na gramática, que sempre fico fascinado quando vejo. Sim, acertou é o tal dos palíndromos.
Pode ser só de uma palavra, como: arara, ou em uma frase: a base do teto desaba. O lance é que se você lê da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda a frase continua a mesma (aposto que já sabia como funcionava). MAS é ai que vem o motivo desse post. Eu te apresento o palíndromo mais legal do mundo. O Quadrado de Sator, este mesmo que está aqui em cima.
Sim, isso é um palíndromo e bem antigo por sinal. Está em latim e só funciona se tiver assim mesmo, nada de tradutor.
ANYWAY, como se lê isso?
De qualquer forma, de baixo para cima de cima para baixo de um lado para o outro, NÃO IMPORTA! Dá pra ler de todo jeito, pode tentar. Você começa com SATOR, depois AREPO, TENET, OPERA, ROTAS. Não é demais?
Pois é, esse quadrado mágico foi encontrado em diversas partes da Europa, quando os arqueólogos iam lá explorar as ruínas. Imagina que legal encontrar isso depois de milhares de anos? Eu tiraria uma foto pra postar no Instagram.
Enfim, você pode estar se perguntando o que significa SATOR AREPO TENET OPERA ROTAS e pra facilitar a sua vida eu pesquisei no Wikipédia (claro) e há um trecho ali que tenta explicar o significado desse misterioso palíndromo. CHECK IT OUT:
É difícil estabelecer com certezas o significado literal da frase composta por estas cinco palavras, já que o termo AREPO não existe estritamente na língua latina. Algumas conjecturas sobre esta palavra levam à tradução, com sentido pouco claro, como “o semeador, com o seu carro, mantém com destreza as rodas,” da qual se tenta tirar algum sentido através da referência a um semeador como citação de um texto dos Evangelhos. Se se pensar que o termino AREPO é o nome próprio de um misterioso semeador, chega-se à tradução: “Arepo, o semeador, mantém com destreza as rodas”, o que parece aludir a práticas agrícolas.
Taí a tentativa de tentar entender o que isso significa. Mas, pra mim, não importa o significado porque o quadrado já é demais por si só. Enfim, era só isso mesmo que eu queria falar por hoje. Obrigado por ler esse post e vá mostrar isso pros amigos, o mundo precisa saber quem é Arepo! Seja feliz!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Resenha: Gregor e a Segunda Profecia, Suzanne Collins



Olha já faz tanto tempo que não posto nada aqui que quase esqueci como que mexe nas coisas. Mas, então, decidi fazer uma resenha pra postar aqui, por que as vezes sinto saudades do meu espaço internético que não seja as redes sociais. Enfim.
A resenha a seguir é do último livro que li, Gregor e a Segunda Profecia, como o título já diz. Eu o li bem rápido e foi uma leitura muito boa por sinal. Divertidinho, até.
Como o titulo já diz, de novo, é a segunda profecia e, consequentemente, houve a primeira que se passa em Gregor, O Guerreiro da Superfície (lido em 2012, é, eu não lembrava de quase nada) e eu o terminei sem nenhuma intenção de continuar com a série. É uma daquelas séries que você continuaria mas que não quer comprar os livros, entende?
Mas daí, você pergunta, o que te levou a comprar a continuação se você nem tava querendo ler? Eu lhe respondo com uma única palavra: PREÇO.
NOVE E NOVENTA. NA SARAIVA.
Eu tinha que levar. Sério. Qualquer livro que esteja por nove e noventa você se sente na obrigação de levar (ok, brincadeira, não é não).
ANYWAY, como eu já tinha lido o primeiro eu pensei: por quê não?
Pois é, eu comprei (junto com O Bicho da Seda, que era o que eu tinha a intenção de comprar antes de entrar na livraria), e agora que terminei eu fiquei tipo: por que eu não quis continuar essa série?
É tão legal, tão divertida, lúdica etc, parece um Harry Potter ou Percy Jackson debaixo da terra e ao invés de monstros ou bruxos maus temos os ratos, ihups!
A trama segue os acontecimentos do último livro, que na cronologia da história acontece 6 meses depois do primeiro. Gregor prometeu nunca mais voltar pro subterrâneo, mas, obviamente, ele volta, só que contra a sua vontade. Acontece que as baratas (que nunca vou me acostumar com elas estando do lado do bem) sequestram a irmazinha dele, a Boots. O garoto fica desesperado e a única alternativa que ele tem é ir atrás dela.
Daí, depois de muita terra pra baixo, ele volta para Regália, a terra dos regalianos (sério, Lucas?). Eu particularmente gosto de Regália, queria ir um dia lá. Só não entendo como eles iluminam todo aquele lugar, tudo bem tem as tochas, mas, sei lá. Enfim. Ele acaba descobrindo que um rato branco chamado Bane ameaça a existência do subterrâneo, e que só ele pode matar este rato.
Há uma nova profecia, a Profecia da Perdição (Prophecy of Bane, em inglês faz mais sentido, é) que fala exatamente isso, que coisas ruins acontecerão e que só Gregor poderá matar Bane. Com isso em mente, Gregor, alguns de regalianos, uma barata, um rato, um bebê e morcegos embarcam (literalmente) nessa missão. A bordo de dois barcos o grupo tem que seguir pelo Caminho D´Água para encontrar Bane e matá-lo.
Apesar de não lembrar quase nada que acontece no primeiro livro, eu consegui ler normalmente o segundo. A leitura é boa, rápida e fácil. Há bastante aventura, ação e mistério, e até algumas cenas engraçadinhas. A última parte foi a melhor, sério, quando a autora começa a revelar umas coisas você fica tipo: WHAAAAAT. Eu gostei mais ainda do livro depois desse final.
Enfim, eu fiquei super ansioso pros próximos, depois desse eu tenho certeza de que vou terminar a série (são cinco livros no total, se ficou curioso/a).
E, como sempre, Suzanne Collins continua sendo a mestra dos cliffhangers nos finais de capítulos.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Resenha: Legend, Marie Lu

Legend se passa em uma América do Norte futurística, onde o país agora é dividido entre a República da América e as Colônias, que lutam constantemente entre si. Mesmo com essas duas partes do país, ficamos apenas a par de uma, a República, onde a história se desenrola.
O livro é contado em primeira pessoa pelos dois personagens principais, o Day e a June. Day é o criminoso mais procurado da República, sua ficha criminal é longa e repleta de crimes contra as autoridades.  Já June é a garota prodígio, conta com notas altas em seus testes e com habilidades únicas.
O destino dos dois acaba se encontrando por um acontecimento chocante. O irmão de June foi assassinado e Day é o principal suspeito de cometer o crime. Apesar de ninguém saber exatamente como é a aparência de Day, June entra em uma missão para conseguir pegá-lo e punir pelo o que ele fez.
Quando peguei Legend pra ler, estava com altas expectativas, esperava um livro incrível e que me surpreendesse. Mas não foi bem assim... Não que o livro seja ruim, pelo contrário, a autora conseguiu fazer um livro curto, mas satisfatório. Porém, achei que faltava alguma coisa. O livro não me surpreendeu como em Jogos Vorazes ou Maze Runner e era isso que eu achava que o livro ia trazer.  
As cenas de ação são boas (tem umas cenas bem loucas), as descrições são ágeis e diretas, a autora conseguiu definir bem o ponto de vista dos dois personagens, de modo que não me perdi nenhuma vez durante a leitura e também há um toque de mistério, que sempre deixa as coisas um pouco melhores. Mas mesmo assim não me surpreendeu da forma que eu queria, não mesmo. Talvez, quem sabe, nos próximos dois livros, Prodigy e Champion, a coisa dê uma melhorada e a autora explore mais desse universo, que é bem interessante, por sinal (queria saber mais sobre as Colônias).
Li muitas resenhas de Prodigy que aclamam a sequencia e dizem que a escrita da autora dá uma melhorada. Eu espero que sim, mas não vou me animar muito não por que com Legend foi a mesma coisa e não correspondeu minhas expectativas.

Uma coisa engraçada que aconteceu foi que a série agora passou da Prumo pra Rocco, eles vão republicar Legend e Prodigy e lançar Champion com o novo selo. Vou ficar com a estante um pouco bagunçada (já que organizo por editora), mas não tem problema : ) Olha só as capas com o novo selo:



quinta-feira, 10 de julho de 2014

Resenha: Silo, Hugh Howey

"O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade?Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo.
Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras.
Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo.
Um crime cuja punição é simples e mortal.
Elas são levadas para o lado de fora.
Juliette é uma dessas pessoas.
E talvez seja a última."

Silo nos mostra um futuro pós-apocalíptico, onde a atmosfera terrestre é impossível de ser habitada novamente e as pessoas são obrigadas a viverem em silos subterrâneos. Tudo ali é controlado, os nascimentos são decididos por meio da Loteria, que diz quem vai ter filhos ou não, a única forma de se locomover para cima ou para baixo é por meio de escadas em espirais e quem comete crimes é expulso do silo e mandado para a Limpeza.
Esse livro foi incrível do começo ao fim. A começar pela forma como o autor escreve, dando detalhes de tudo e criando um suspense a cada página. A tensão nesse livro é muito instigante, você fica agoniado – de um jeito bom – para saber o que vai acontecer, para descobrir mais sobre esse mundo novo.  Os capítulos são bem curtos, e isso ajuda a criar o suspense e essa sensação de “quero mais”.
Ele é dividido em cinco partes, cada uma dessas partes é como se fosse um pequeno livro, pois o autor, antes de ser publicado por uma editora, publicava os próprios e-books sobre esse mesmo universo. Algumas dessas partes são narradas sob o ponto de vista de outros personagens, mas a principal é a Juliette.
Juliette é uma mulher adulta (a maioria dos personagens desse livro são) que trabalha na parte da Mecânica do silo. Ela é uma das melhores no seu emprego e todos ali a admiram. Por algum motivo (que não vou dizer o que é) Juliette recebe uma proposta para ser a Xerife do silo, e ela acaba aceitando. A história de Juliette começa a mudar a partir daí. Não vou entrar em muitos detalhes, claro, pois o livro é cheio de segredos e revelações que deixam você de boca aberta.

Enfim, Silo é um livro muuuito bom, ele tem mistério, ações, cenas que acabam com todas as suas esperanças, mas em seguida acontece uma reviravolta chocante. É impossível largar depois que você começa.  Fiquei super ansioso para ler os próximos, o segundo em inglês se chama Shift – Mudança, tradução livre - e o terceiro se chama Dust - Poeira, tradução livre. Esse segundo, de acordo com o autor, vai mostrar mais o que aconteceu antes, quando os silos ainda iam ser criados. Agora só me resta esperar até que publiquem logo aqui :(


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Resenha: Wild Cards - O Começo de Tudo, George R. R. Martin (E vários outros autores)


"Ao fim da Segunda Guerra Mundial, a Terra é salva por pouco de um meteoro alienígena. Porém, o vírus que a bomba espacial carrega cai em Nova York e, gradativamente, espalha-se pelo mundo, contaminando parte da população e dotando parte dos sobreviventes com poderes especiais. Alguns foram chamados de ases, pois receberam habilidades mentais e físicas, alguns foram amaldiçoados com alguma deficiência bizarra e, por isso, batizados de coringas. Parte desses seres, agora especiais, usava seus poderes a serviço da humanidade, enquanto outros despertaram o pior que havia dentro de si. Série criada pelo genial George R. R. Martin a partir do jogo de RPG GURPS Supers, que desenvolveu para se distrair com seus amigos. O primeiro volume conta a história dos principais personagens que povoarão as páginas desta série de 22 títulos (editada e também escrita pelo autor de As crônicas de Gelo e Fogo)."


Pra começar, Wild Cards foi bem diferente do que eu imaginava. Pela sinopse eu esperava algo estilo Homem Aranha, Homem de Ferro, Batman etc. Mas não, isso fica totalmente por fora (ou quase totalmente). O livro é composto por 13 histórias escritas por diversos autores e cada uma delas nos mostra como o vírus alienígena afetou cada uma delas. Quase raramente o vírus abençoa alguém com poderes fantásticos, e os que têm essa sorte são chamados de Ases. Já os que foram amaldiçoados com deformações pelo corpo são os Curingas, que são a maioria. Carta Selvagem é como ficou conhecido o vírus, pois não se sabe se você tira um Ás ou um Curinga até que os sintomas se manifestem.
Enfim, cada uma das histórias – ou pelo menos a maioria – nos mostra personagens que foram afetados pelo vírus e como a vida deles mudou a partir daí. O livro foi organizado de forma que segue uma espécie de cronologia, os contos que vem primeiro geralmente aconteceram antes do que os que ficam mais pro final. E isso deu a oportunidade dos autores de brincarem com os personagens e fazer com que eles aparecessem em outras histórias já em outras épocas, o que foi ótimo para a expansão do universo.
Mas voltando ao fato de não focar muito nos super poderes, isso me incomodou um pouco, pois eu esperava um livro recheado de ação e super heróis novos e não é bem isso. A maioria das histórias focou mais nos dramas dos personagens e em como o mundo ficou diferente depois do vírus, surgiu até um bairro considerado dos curingas etc. Algumas são até bizarras, e consequentemente foram as que eu menos gostei. Dessa forma, tudo ficou até mais realístico.
Mesmo com esse fato que me incomodou, eu ainda gostei de várias histórias (Trinta Minutos sobre a Broadway, O Dorminhoco, Capitão Cátodo e o Ás Secreto, Powers, Jogo da Carapaça, Bem Fundo e Garota Fantasma Conquista Manhattan), elas são bem interessantes e originais, assim como todo esse universo criado por esses autores.


terça-feira, 8 de abril de 2014

Resenha: A Sombra da Serpente - Rick Riordan

A Sombra da Serpente - Rick Riordan
350 páginas - Editora Intrínseca 
A Sombra da Serpente foi lançado aqui no Brasil em 2012, mas só agora, depois de quase dois anos, foi que eu decidi que iria lê-lo. O livro tem 350 páginas, contando também com aquele pequeno glossário dos feitiços, termos egípcios e dos deuses. Enfim, não tenho palavras pra descrever como A Sombra da Serpente foi eletrizante. O livro tem ação do começo ao fim, sem pausa pra descanso.
Começamos já sabendo que a situação de Carter e Sadie nesse último volume da trilogia não está muito boa. Apófis está a solta, Rá ainda continua louco, os magos estão divididos e os deuses estão enfraquecendo. Sem falar que Walt, o grande amor de Sadie, está amaldiçoado e perdendo sua força vital a toda hora. 
E eles só tem três dias para salvar o mundo e por tudo em ordem (literalmente).
Foi incrível como esse livro foi diferente dos outros, não só por causa de toda a situação perigosa em que eles estavam envolvidos, mas por que eu senti que os personagens, principalmente Carter e Sadie, estavam mais maduros. As decisões que eles tomavam, o clima das conversas eram bem mais sérios do que os outros dois livros.
As aventuras que aconteciam simultaneamente, as batalhas e os planos para tentar destruir Apófis, nossa! Esse livro foi incrivelmente agoniante, mas não no sentido ruim. A cada página virada eu ficava pensando em como eles iriam sair dessa enrascada, como iriam salvar o mundo e resolver tudo aquilo, mas se você já leu algo do querido tio Rick, você sabe que ele sempre sabe o que faz. Foi realmente o melhor dos três livros, apesar de eu ainda gostar mais de A Pirâmide Vermelha hahah.
Algo no final me chamou a atenção, aquela conversa da Sadie com a mãe dela sobre outros deuses, coisas acontecendo por Long Island. E não é a primeira vez que os personagens citam algo assim. No primeiro livro Amós fala que em Manhattan tem outros problemas, outros deuses. Será que vamos ver uma grande série unindo deuses gregos e egípcios? Eu ficaria muito ansioso se isso acontecesse, afinal eu queria mesmo que tivesse outros livros com o tema egípcio, porque eu gostei muuuito mesmo dessa trilogia. Mas só nos resta esperar pra ver o que o tio Rick vai fazer dessa vez.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Resenha: A 5ª Onda - Rick Yancey

A 5ª ONDA,  Rick Yancey
     Editora Fundamento, 
367 páginas.
"Depois da primeira onda, só restou a escuridão.
Depois da segunda onda, somente os que tiveram sorte sobreviveram.
Depois da terceira onda, somente os que não tiveram sorte sobreviveram,
Depois da quarta onda, só há uma regra: não confie em ninguém.
Agora A QUINTA ONDA está começando...

Cassie está sozinha, fugindo dos Outros. Ela vive em uma Terra devastada, onde qualquer pessoa, até mesmo uma criança, pode ser o inimigo. Um inimigo que parece humano, que espreita em todos os lugares, pronto para aniquilar os últimos sobreviventes, Permanecer sozinha é permanecer viva – Cassie acredita nisso até encontrar Evan Walker. Mas será que ela pode confiar nele? Será que ele pode ajudá-la a resgatar o irmão?
Chegou o momento em que Cassie deve escolher entre a esperança ou o desespero, entre enfrentar os Outros ou se render ao seu destino, entre a vida ou a morte. Entre desistir ou lutar!

Do premiado autor best-seller Rick Yancey, este é o primeiro livro de uma trilogia épica excepcional, uma obra-prima da ficção científica, com acontecimentos impensáveis, perdas catastróficas e coragem inabalável."

A primeira vez que eu ouvi falar desse livro foi através do Twitter. Um cara que resenhou esse livro e recomendou depois. Li a resenha e a sinopse, e não resisti, tive que colocá-lo na minha lista. Acabei comprando um tempo depois e não me arrependi, A 5ª Onda é sensacional.
Primeiro que a capa já vem cheia de recomendações, uma nota do USA Today que diz “Uma obra-prima da ficção científica” e um selinho de best-seller pelo The New York Times. É difícil não ficar com vontade de ler com todas essas autenticações, não é mesmo? 

Enfim, partindo para o que mais importa, vou começar falando de algo que me pegou de surpresa, que foi a mudança de ponto de vista e do tipo de narração. No início levei um tempo para me acostumar com a narração de Yancey, mas com o desenrolar da história eu fui pegando o embalo. E como o livro é divido em oito partes, Rick usa disso para intercalar os pontos de vista dos personagens, dando espaço para aumentar o universo da trama e para o leitor conhecer melhor o íntimo dos personagens.
Quando fui fazer a primeira transição entre as partes eu fiquei um pouco confuso, porque não diz que vai mudar nem nada, mas depois que saquei o que ele quis fazer mergulhei de cabeça na história. 

O que eu mais achei sensacional nesse livro é que você pega pra ler achando que se trata de uma guerra louca e desenfreada contra alienígenas que estão destruindo tudo loucamente e etc. Mas não! Rick Yancey traz uma versão muito mais assustadora do que poderia ser uma invasão alienígena. Ele nos mostra como seria a condição humana diante deste cenário (Eu, pelo menos, não queria ter que passar por tudo isso), e para mim, foi uma versão totalmente inédita de uma invasão alienígena. Houve momentos em que fiquei perplexo com alguns acontecimentos (não vou dizer nada, pois quero que você leia), e cada vez mais que eu lia, pensava constantemente “Rick Yancey, você é um gênio”. E quando vai chegando perto de terminar você não consegue mais parar de ler, a história atinge o seu clímax e encerra de maneira satisfatória. Tudo acaba com um grande gancho para o próximo volume e eu não vejo a hora de tê-lo em mãos.

Em relação aos personagens, não tenho o que reclamar, Cassie é cativante e incrivelmente sarcástica, sempre fazendo comentários engraçados ao longo do livro. Rick conseguiu narrar cada personagem com muita eficiência deixando o ponto de vista de cada um verossímil.
Nesse livro rola de tudo: comédia, ação, aventura, suspense e até um romance bem inusitado. Resumindo, A 5ª Onda é um livro que merece, e muito, todas as boas críticas que lhe foram dadas, é um livro incrível e recomendadíssimo para todos.

P.S.: Estou muito ansioso para o lançamento do segundo livro, que nos Estados Unidos vai se chamar “The Infinite Sea”, no Brasil é quase certeza que fique como “O Mar Infinito” ;)