quarta-feira, 9 de julho de 2014

Resenha: Wild Cards - O Começo de Tudo, George R. R. Martin (E vários outros autores)


"Ao fim da Segunda Guerra Mundial, a Terra é salva por pouco de um meteoro alienígena. Porém, o vírus que a bomba espacial carrega cai em Nova York e, gradativamente, espalha-se pelo mundo, contaminando parte da população e dotando parte dos sobreviventes com poderes especiais. Alguns foram chamados de ases, pois receberam habilidades mentais e físicas, alguns foram amaldiçoados com alguma deficiência bizarra e, por isso, batizados de coringas. Parte desses seres, agora especiais, usava seus poderes a serviço da humanidade, enquanto outros despertaram o pior que havia dentro de si. Série criada pelo genial George R. R. Martin a partir do jogo de RPG GURPS Supers, que desenvolveu para se distrair com seus amigos. O primeiro volume conta a história dos principais personagens que povoarão as páginas desta série de 22 títulos (editada e também escrita pelo autor de As crônicas de Gelo e Fogo)."


Pra começar, Wild Cards foi bem diferente do que eu imaginava. Pela sinopse eu esperava algo estilo Homem Aranha, Homem de Ferro, Batman etc. Mas não, isso fica totalmente por fora (ou quase totalmente). O livro é composto por 13 histórias escritas por diversos autores e cada uma delas nos mostra como o vírus alienígena afetou cada uma delas. Quase raramente o vírus abençoa alguém com poderes fantásticos, e os que têm essa sorte são chamados de Ases. Já os que foram amaldiçoados com deformações pelo corpo são os Curingas, que são a maioria. Carta Selvagem é como ficou conhecido o vírus, pois não se sabe se você tira um Ás ou um Curinga até que os sintomas se manifestem.
Enfim, cada uma das histórias – ou pelo menos a maioria – nos mostra personagens que foram afetados pelo vírus e como a vida deles mudou a partir daí. O livro foi organizado de forma que segue uma espécie de cronologia, os contos que vem primeiro geralmente aconteceram antes do que os que ficam mais pro final. E isso deu a oportunidade dos autores de brincarem com os personagens e fazer com que eles aparecessem em outras histórias já em outras épocas, o que foi ótimo para a expansão do universo.
Mas voltando ao fato de não focar muito nos super poderes, isso me incomodou um pouco, pois eu esperava um livro recheado de ação e super heróis novos e não é bem isso. A maioria das histórias focou mais nos dramas dos personagens e em como o mundo ficou diferente depois do vírus, surgiu até um bairro considerado dos curingas etc. Algumas são até bizarras, e consequentemente foram as que eu menos gostei. Dessa forma, tudo ficou até mais realístico.
Mesmo com esse fato que me incomodou, eu ainda gostei de várias histórias (Trinta Minutos sobre a Broadway, O Dorminhoco, Capitão Cátodo e o Ás Secreto, Powers, Jogo da Carapaça, Bem Fundo e Garota Fantasma Conquista Manhattan), elas são bem interessantes e originais, assim como todo esse universo criado por esses autores.


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