sexta-feira, 11 de julho de 2014

Resenha: Legend, Marie Lu

Legend se passa em uma América do Norte futurística, onde o país agora é dividido entre a República da América e as Colônias, que lutam constantemente entre si. Mesmo com essas duas partes do país, ficamos apenas a par de uma, a República, onde a história se desenrola.
O livro é contado em primeira pessoa pelos dois personagens principais, o Day e a June. Day é o criminoso mais procurado da República, sua ficha criminal é longa e repleta de crimes contra as autoridades.  Já June é a garota prodígio, conta com notas altas em seus testes e com habilidades únicas.
O destino dos dois acaba se encontrando por um acontecimento chocante. O irmão de June foi assassinado e Day é o principal suspeito de cometer o crime. Apesar de ninguém saber exatamente como é a aparência de Day, June entra em uma missão para conseguir pegá-lo e punir pelo o que ele fez.
Quando peguei Legend pra ler, estava com altas expectativas, esperava um livro incrível e que me surpreendesse. Mas não foi bem assim... Não que o livro seja ruim, pelo contrário, a autora conseguiu fazer um livro curto, mas satisfatório. Porém, achei que faltava alguma coisa. O livro não me surpreendeu como em Jogos Vorazes ou Maze Runner e era isso que eu achava que o livro ia trazer.  
As cenas de ação são boas (tem umas cenas bem loucas), as descrições são ágeis e diretas, a autora conseguiu definir bem o ponto de vista dos dois personagens, de modo que não me perdi nenhuma vez durante a leitura e também há um toque de mistério, que sempre deixa as coisas um pouco melhores. Mas mesmo assim não me surpreendeu da forma que eu queria, não mesmo. Talvez, quem sabe, nos próximos dois livros, Prodigy e Champion, a coisa dê uma melhorada e a autora explore mais desse universo, que é bem interessante, por sinal (queria saber mais sobre as Colônias).
Li muitas resenhas de Prodigy que aclamam a sequencia e dizem que a escrita da autora dá uma melhorada. Eu espero que sim, mas não vou me animar muito não por que com Legend foi a mesma coisa e não correspondeu minhas expectativas.

Uma coisa engraçada que aconteceu foi que a série agora passou da Prumo pra Rocco, eles vão republicar Legend e Prodigy e lançar Champion com o novo selo. Vou ficar com a estante um pouco bagunçada (já que organizo por editora), mas não tem problema : ) Olha só as capas com o novo selo:



quinta-feira, 10 de julho de 2014

Resenha: Silo, Hugh Howey

"O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade?Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo.
Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras.
Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo.
Um crime cuja punição é simples e mortal.
Elas são levadas para o lado de fora.
Juliette é uma dessas pessoas.
E talvez seja a última."

Silo nos mostra um futuro pós-apocalíptico, onde a atmosfera terrestre é impossível de ser habitada novamente e as pessoas são obrigadas a viverem em silos subterrâneos. Tudo ali é controlado, os nascimentos são decididos por meio da Loteria, que diz quem vai ter filhos ou não, a única forma de se locomover para cima ou para baixo é por meio de escadas em espirais e quem comete crimes é expulso do silo e mandado para a Limpeza.
Esse livro foi incrível do começo ao fim. A começar pela forma como o autor escreve, dando detalhes de tudo e criando um suspense a cada página. A tensão nesse livro é muito instigante, você fica agoniado – de um jeito bom – para saber o que vai acontecer, para descobrir mais sobre esse mundo novo.  Os capítulos são bem curtos, e isso ajuda a criar o suspense e essa sensação de “quero mais”.
Ele é dividido em cinco partes, cada uma dessas partes é como se fosse um pequeno livro, pois o autor, antes de ser publicado por uma editora, publicava os próprios e-books sobre esse mesmo universo. Algumas dessas partes são narradas sob o ponto de vista de outros personagens, mas a principal é a Juliette.
Juliette é uma mulher adulta (a maioria dos personagens desse livro são) que trabalha na parte da Mecânica do silo. Ela é uma das melhores no seu emprego e todos ali a admiram. Por algum motivo (que não vou dizer o que é) Juliette recebe uma proposta para ser a Xerife do silo, e ela acaba aceitando. A história de Juliette começa a mudar a partir daí. Não vou entrar em muitos detalhes, claro, pois o livro é cheio de segredos e revelações que deixam você de boca aberta.

Enfim, Silo é um livro muuuito bom, ele tem mistério, ações, cenas que acabam com todas as suas esperanças, mas em seguida acontece uma reviravolta chocante. É impossível largar depois que você começa.  Fiquei super ansioso para ler os próximos, o segundo em inglês se chama Shift – Mudança, tradução livre - e o terceiro se chama Dust - Poeira, tradução livre. Esse segundo, de acordo com o autor, vai mostrar mais o que aconteceu antes, quando os silos ainda iam ser criados. Agora só me resta esperar até que publiquem logo aqui :(


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Resenha: Wild Cards - O Começo de Tudo, George R. R. Martin (E vários outros autores)


"Ao fim da Segunda Guerra Mundial, a Terra é salva por pouco de um meteoro alienígena. Porém, o vírus que a bomba espacial carrega cai em Nova York e, gradativamente, espalha-se pelo mundo, contaminando parte da população e dotando parte dos sobreviventes com poderes especiais. Alguns foram chamados de ases, pois receberam habilidades mentais e físicas, alguns foram amaldiçoados com alguma deficiência bizarra e, por isso, batizados de coringas. Parte desses seres, agora especiais, usava seus poderes a serviço da humanidade, enquanto outros despertaram o pior que havia dentro de si. Série criada pelo genial George R. R. Martin a partir do jogo de RPG GURPS Supers, que desenvolveu para se distrair com seus amigos. O primeiro volume conta a história dos principais personagens que povoarão as páginas desta série de 22 títulos (editada e também escrita pelo autor de As crônicas de Gelo e Fogo)."


Pra começar, Wild Cards foi bem diferente do que eu imaginava. Pela sinopse eu esperava algo estilo Homem Aranha, Homem de Ferro, Batman etc. Mas não, isso fica totalmente por fora (ou quase totalmente). O livro é composto por 13 histórias escritas por diversos autores e cada uma delas nos mostra como o vírus alienígena afetou cada uma delas. Quase raramente o vírus abençoa alguém com poderes fantásticos, e os que têm essa sorte são chamados de Ases. Já os que foram amaldiçoados com deformações pelo corpo são os Curingas, que são a maioria. Carta Selvagem é como ficou conhecido o vírus, pois não se sabe se você tira um Ás ou um Curinga até que os sintomas se manifestem.
Enfim, cada uma das histórias – ou pelo menos a maioria – nos mostra personagens que foram afetados pelo vírus e como a vida deles mudou a partir daí. O livro foi organizado de forma que segue uma espécie de cronologia, os contos que vem primeiro geralmente aconteceram antes do que os que ficam mais pro final. E isso deu a oportunidade dos autores de brincarem com os personagens e fazer com que eles aparecessem em outras histórias já em outras épocas, o que foi ótimo para a expansão do universo.
Mas voltando ao fato de não focar muito nos super poderes, isso me incomodou um pouco, pois eu esperava um livro recheado de ação e super heróis novos e não é bem isso. A maioria das histórias focou mais nos dramas dos personagens e em como o mundo ficou diferente depois do vírus, surgiu até um bairro considerado dos curingas etc. Algumas são até bizarras, e consequentemente foram as que eu menos gostei. Dessa forma, tudo ficou até mais realístico.
Mesmo com esse fato que me incomodou, eu ainda gostei de várias histórias (Trinta Minutos sobre a Broadway, O Dorminhoco, Capitão Cátodo e o Ás Secreto, Powers, Jogo da Carapaça, Bem Fundo e Garota Fantasma Conquista Manhattan), elas são bem interessantes e originais, assim como todo esse universo criado por esses autores.