domingo, 25 de agosto de 2013

Assista ao primeiro trailer de Divergente, estrelado por Shailene Woodley

A Summit acaba de lançar o primeiro trailer do sci-fi Divergente (Divergent), adaptação de Neil Burger (Sem Limites, O Ilusionista) do best-seller de Veronica Roth, estrelado por Shailene Woodley (Os Descendentes). 


Situada em uma Chicago futurista, a história acompanha uma sociedade dividida em cinco facções, dedicadas à cultivação de uma virtude em particular – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e em cada uma delas não pertencer a nenhuma facção significa ser invisível.
Beatrice Prior cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente. Ela deve decidir então entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. Sua escolha acaba surpreendendo a todos, inclusive ela mesma.
Theo James, Kate Winslet, Ray Stevenson, Maggie Q, Mekhi Phifer, Jai Courtney, Miles Teller, Zoë Kravitz, Ansel Elgort, Ben Lloyd-Hughes, Ben Lamb, Christian Madsen, Tony Goldwyn e Amy Newbold também estão no elenco.
Divergente chega aos cinemas no dia 21 de março de 2014.


Resenha: A Torre Invisível, Nils Johnson-Shelton

A Torre Invisível, Nils Johnson-Shelton
254 Páginas, Editora Intrínseca
Escrito por Nils Johnson-Shelton e publicado no Brasil pela editora Intrínseca, A Torre Invisível é uma aventura memorável.

Sinopse: No mundo que conhecemos, onde vive o garoto Artie Kingfisher, magos chamados Merlin, dragões que cospem fogo e espadas mágicas existem apenas em contos de fadas. Isso, porém, muda completamente no dia em que ele começa a receber, na vida real, mensagens saídas de seu jogo de vídeo game favorito, Outro Mundo. Pistas misteriosas levam Artie até uma loja estranha, de nome estranho - A Torre Invisível -, onde ele descobre que nada em sua história é o que parece. O menino é nada mais nada menos que o sucessor do lendário rei Arthur, nascido no século XXI para terminar a missão que o outro não conseguiu levar adiante.
Ao lado da irmã, Kay, e carregando a célebre espada Excalibur, Artie cruzará o Outro Mundo - que não existe apenas no jogo - em uma jornada digna dos cavaleiros da Távola Redonda, enfrentando dragões, lobos famintos, poderosos feiticeiros e muitos outros perigos. Uma batalha que Artie já venceu no universo virtual agora terá que travar ao vivo, sem macetes nem vidas extras. Se ele perder, será o fim. Deste e de todos os mundos.

Preciso falar que achei o começo desse livro um pouquinho arrastado. Não sei se foi porque estava passando por uma fase ruim de leitura ou se não me senti atraído pela história. Acho que foi por que estava lendo outro livro ao mesmo tempo, provavelmente o outro me chamou mais atenção. Mas quando peguei esse pra ler de verdade, eu não conseguia mais parar. Isso foi do meio pro fim, quando a história já está num clima mais quente.
Somos apresentados a Artie, um menino comum que vive uma vida normal e é viciado em vídeo games, bem como sua irmã Kay. Eles vivem com o seu pai, Kynder que é separado de sua mulher. Há um caso de família envolvendo a mulher dele e Artie, que vemos bem no livro.
A vida deles segue normal até que reviravoltas acontecem e Artie acaba indo parar numa loja chamada A Torre Invisível, lá ele encontra um sujeito estranho com um nome estranho. A partir daí, Artie descobre coisas que vão mudar a vida dele para sempre.
No meio da história há muitas referencias do mundo dos jogos, uma paixão do autor. Ele coloca bem cada detalhe e nos insere nesse universo dos vídeo games. Também há referências sobre as histórias de Arthur e da Távola Redonda, claro. Conhecemos o Outro Mundo e descobrimos que ele tem muita ligação com o nosso próprio mundo. Fala também sobre seres mitológicos como lobisomens, bruxas e dragões. Um fato curioso é que o livro parece ser mais infantil do que realmente é! No enredo vemos que coisas um tanto pesadas acontecem, coisas que eu nem imaginava que teriam.
Mas é uma leitura super divertida e cheia de aventura, os personagens são muito cativantes é impossível não gostar de nenhum deles. Fiquei muito ansioso para ler a sequência, chamada "The Seven Swords" (As Sete Espadas, tradução livre).


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Resenha - O Cão dos Baskervilles - Sir Arthur Conan Doyle

O Cão dos Baskervilles
Versão Pocket Book
Editora Melhoramentos
326 Páginas
Na resenha sobre "O Vale do Terror", prometi que iria ler e resenhar também "O Cão dos Baskervilles", e sendo assim, está ai a resenha prontinha pra vocês :)
Escrito por Sir Arthur Conan Doyle, em 1902, é o terceiro romance da série Sherlock Holmes em ordem cronológica.
A história tem início quando um médico do interior chamado Dr. Mortimer, visita a casa de Sherlock Holmes e lhe fala sobre o recente assassinato do Sir Charles Baskervilles, um homem rico e nobre. Junto com ele, há um manuscrito da lenda do Cão dos Baskervilles, uma história que desde sempre assombra os moradores da mansão.
O médico lê para Sherlock e Watson e a lenda é mais ou menos assim.
O primeiro dono da mansão, Hugo Baskervilles, estava apaixonado por uma mulher, só que a mesma não correspondia. Ele, em atitude desesperada, sequestra-a e a prende em um quarto na sua mansão, enquanto ele e seus amigos bebem em outro comodo. A mulher consegue fugir pela janela e correr para o pântano, mas Hugo logo descobre e vai atrás dela, soltando também os cachorros. Os outros bêbados que estavam na mansão saem para ajudar. No caminho eles encontram um morador no pântano e viu para onde ele e o cachorro foram. Os homens bêbados continuam a busca e encontram ele e a mulher mortos e com um cachorro gigante em chamas rasgando a garganta de Hugo. Apavorados eles correm dali e a lenda se inicia.
Dr. Mortimer acha que a maldição caiu sobre o Sir Charles e teme que o mesmo possa acontecer com o novo herdeiro, Sir Henry Baskervilles.
Eles vão para a mansão, menos Sherlock que diz que não pode comparecer para investigar o caso, mas pede a Watson para lhe relatar tudo por meio de cartas e telegramas. Sendo assim, Sherlock fica um tempo ausente no livro, dando espaço para Watson formar suas próprias teorias e investigar por si próprio o misterioso e complicadíssimo caso.
Gostei bastante desse livro, pois ele tem tanto suspense quanto O Vale do Terror e também tem uma leve pegada de terror, talvez por causa do clima pesado e melancólico dos pântanos. Não é a toa que esse é um dos melhores romances policiais da história. O melhor é que Doyle nos conduz numa narrativa instigante e de tirar o fôlego. A cada pista, cada passo dado você fica mais envolvido e ansioso para o que vem em seguida. Acontecem diversas reviravoltas que te deixam pregado direto ao livro. Os mistérios movem a narrativa de uma forma direta, mas emocionante.
O final, como de sempre, é sensacional e não tem como não gostar de Sherlock Holmes e de seu fiel escudeiro Dr. Watson. Um suspense policial que super indico.

sábado, 17 de agosto de 2013

Autor de "O Lado Bom da Vida" fala sobre seu novo romance Young Adult, "Forgive Me, Leonard Peacock"

O autor Matthew Quick está de volta, desta vez com o romance YA comovente, "Forgive Me, Leonard Peacock" (Perdoe-me, Leonard Peacock, tradução livre). No livro (lançado a pouco nos E.U.A.) Leonard Peacock traz P-38 pistola de seu avô para a escola para matar seu ex-melhor amigo, e depois se suicidar. Mas antes que ele, literalmente, puxe o gatilho, Leonard deve dizer adeus às quatro pessoas que são importantes para ele: seu vizinho, Walt, seu colega de classe, Baback; Lauren, a garota que ele tem uma queda, e Herr Silverman que ensina uma aula sobre o Holocausto na escola de Leonard. A divulgação completa: você pode precisar de lencinhos ao ler sobre Leonard Peacock, mas mesmo se você não fizer isso, você provavelmente vai ser tocado pela história de Leonard. Aqui, Matthew fala sobre sua inspiração para o livro, a adaptação para o cinema que está em obras, e o sucesso de "O Lado Bom da Vida". Confira:

ENTERTAINMENT WEEKLY: Seus romances muitas vezes apresentam questões difíceis, mas "Forgive Me, Leonard Peacock" parece especialmente tópica, considerando como é grande o debate sobre a violência armada. Qual foi sua inspiração para o livro? Você estava totalmente influenciado pelo quão grande é o problema de violência armada?
MATTHEW QUICK: Eu escrevi o livro durante o verão de 2011. Nunca parti para explorar a violência armada. Eu sou um escritor orientada por voz, e a voz do Leonard me veio totalmente formada. Como o ouvi através de sua dor e desespero — uma história surgiu juntamente com uma pistola nazista P-38. Eu fiz o meu melhor para gravar tudo honestamente. Durante anos, como um professor de inglês do ensino médio, eu aconselhei adolescentes problemáticos a ouvir. Sempre que uma tragédia de escola, nós nos perguntamos o que há de errado com a juventude, educação e professores. Perguntas lógicas para posar na sequência da tragédia. Mas eu me pergunto se não estamos errando quando falhamos em fazer esta pergunta: O que está dando certo em muitos dias, quando as crianças em situação de crise obtêm ajuda e tragédia é evitada? Existem professores heróis em cada escola, silenciosamente ajudando adolescentes problemáticos. Podemos aprender com eles. Nós devemos celebrá-los.
EW: O livro não é de forma moralista, mas eu acho que poderia ser muito útil para um adolescente que passa por dificuldades. O que você espera que os leitores tirem do romance? 
Quick: Espero que os "Leonard Peacock's" por ai sintam-se menos sozinho. Quando era um adolescente, fui para a literatura saber se haviam outras pessoas lá fora que tinham lutado com as mesmas perguntas e as emoções que eu estava tendo pela primeira vez. E eu também espero que todos os leitores reflitam a mensagem do Sr. Silverman, especialmente quando ele diz: "Diferente é bom. Mas diferente é difícil." EW: Como você era na adolescência? Você se relacionou com todas as dificuldades de Leonard?
Quick: Eu era muito bom em esconder meus conflitos internos, mas vamos apenas dizer que passei muito tempo sozinho ouvindo The Smiths e The Cure... Eu nunca fui violento, e nunca levei uma arma para a escola, mas houve tempos ruins na minha vida. Eu lutei contra a depressão e a ansiedade. Eu sentia como se não houvesse lugar para mim no mundo, e que meus pensamentos me faziam imperdoavelmente estranhos. Eu suprimi minha verdadeira personalidade a fim de funcionar na sociedade normal. Demorou mais de 30 anos para eu dizer publicamente que eu era um escritor de ficção que, por muitos motivos - alguns culturais, alguns econômicos - era uma carreira que o eu adolescente não se sentia autorizado a prosseguir. EW: Agora, para uma linha menos invasiva de questionamento, a Weinstein Company tem os direitos para a versão cinematográfica do livro. Qual o seu Dream Cast para interpretar Leonard? E o Herr Silverman e Walt?
Quick: Dane DeHaan como Leonard. Definitivamente. Ele tem a intensidade emocional e gama. Minha esposa e eu nos reunimos na cozinha e escolhemos Christoph Waltz como Herr Silverman, que tornaria Silverman um pouco mais velho, mas a valsa seria fascinante. Robert Duvall para Walt, ou talvez uma aparência mais velha Philip Seymour Hoffman. EW: Quão envolvido você estará com o filme?
Quick: Pediram-me para escrever o roteiro, mas fui contratado para escrever um romance nesse verão. Um bom problema, embora eu adoraria eventualmente escrever para a tela. A notícia feliz é essa: James Ponsoldt atualmente está trabalhando no roteiro. Mal posso esperar para ler isso. EW: A adaptação não está sendo algo estranho para você. Como foi ver finalmente "O Lado Bom da Vida" na tela do cinema? As pessoas continuam a falar sobre isso! Quick: Surreal. Eu usei muito essa palavra, mas como mais posso descrever essa incrível jornada - que até então ganhou um Oscar? Eu realmente gostei da adaptação. Muitas pessoas descobriram meu trabalho e a história de Pat agora acendeu discussões positivas sobre a saúde mental através do globo. Eu estou muito agradecido a todos esses resultados. EW: Uma ultima coisa: Em menos de 10 palavras, você pode dizer aos leitores por que eles deveriam ler Fogive Me, Leonard Peacock? Quick: Existe um Leonard Peacock em toda escola.

Escritor de "Guerra Mundial Z", Max Brooks, revela capa de "The Harlem Hellfighters: A Graphic Novel"

Eles podem não ser zumbis enlouquecidos com fome de cérebros, mas provavelmente ainda é uma boa ideia não se meter com os soldados da trecentésima sexagésima nona Infantaria de Regimento. As estrelas do próximo projeto de Max Brooks, The Harlem Hellfighters: A Graphic Novel (abril de 2014, nos E.U.A.), são os soldados de um dos regimentos mais decorados da Primeira Guerra Mundial.
Ilustrado por Canaan White, a graphic novel se foca na real trecentésima sexagésima nona Infantaria de Regimento, um regime afro-americano de Harlem, Nova Iorque que lutou por toda a França durante a Primeira Guerra Mundial. Afastando-se do tema zumbi, Brooks compartilha a história muitas vezes esquecida destes soldados apelidados de Harlem Hellfighters.
via: Entertainment Weekly

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Montanha de Livros

Posso chamar isso de paraíso? Gente, esse lugar é lindo, é o sonho de qualquer leitor.
É a biblioteca pública de Spijkenisse, que fica na Holanda e é o projeto de arquitetura de uma empresa chamada MVRDV. Um lugar maravilhoso, aconchegante e com muuuitos livros. Vê só:



























































































































Essa estrutura de vidro deixa o lugar mais incrível! Sério, me apaixonei por esse lugar.
Se você quiser saber mais sobre visita esses links abaixo:
via: Obvious
créditos das fotos: Biblioteca MVRDV Book Mountain, Spijkenisse (© fotografia de Jeroen Musch).
Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2013/06/uma_montanha_de_livros_aberta_ao_mundo.html#ixzz2bzaY7nmY

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Resenha - O Vale do Terror - Sir Arthur Conan Doyle

"O Vale do Terror" é um livro escrito por Sir Arthur Conan Doyle em 1915, e é o quarto romance escrito, em ordem cronológica, precedido por "Um Estudo em Vermelho", "O Signo dos Quatro" e "O Cão dos Baskervilles". O livro conta mais uma aventura do famoso detetive Sherlock Holmes, tão famoso que é até mais conhecido que o próprio autor. No meu caso, li a versão da Editora Melhoramentos, que contém 150 páginas.

O livro é dividido em duas partes, sendo a primeira chamada de "A Tragédia de Birlstone", que mostra que um assassinato ocorreu na mansão de Birlstone e a segunda parte "Os Vingadores", aconteceu bem antes da parte um, conta a história de uma organização criminosa que dominava a cidade de Vermissa, e que tem muita ligação com a primeira parte do livro.

"A Tragédia de Birlstone" começa quando Sherlock Holmes recebe em sua casa um bilhete criptografado que ele logo decifra e que dizia que um homem corria perigo, mas logo depois outro homem chega a casa dele e diz que ocorreu um assassinato na mansão de Birlstone, onde o atual dono da mansão foi encontrado morto, com a face totalmente desfigurada por um tiro. O local contém muitas pistas, como o símbolo do triângulo no círculo (que sugere muita coisa) no antebraço da vítima, a pegada de sangue etc. Mas ainda sim o caso é complicado. Então, Sherlock Holmes entra em cena e usa do seu raciocínio dedutivo para tentar descobrir o que tem por trás de todo esse crime.

Suspense é a palavra certa para definir essa parte. Toda aquela vontade de saber o que vai acontecer, se surgirão mais pistas dão um gás e tanto na leitura. A escrita é ótima, bem simples e direta, sem rodeios. E apesar de ser simples eu me envolvi bastante quando estava lendo, parecia que eu estava jogando uma partida de Scotland Yard! É muito bom e quando você termina e descobre tudo você fica de queixo caído.
Logo no final da primeira parte, o narrador (Dr. Watson) avisa que esses acontecimentos foram precedidos de outros e que existe muitas ligações antigas que geraram esses fatos ocorridos.

A segunda parte se passa em Vermissa, uma cidade nos Estados Unidos que é assolada por uma sociedade secreta de criminosos que literalmente tocam o terror na vida dos habitantes. A narração se foca em Jack McMurdo, um membro da sociedade em Chicago. Ele se muda para Vermissa e até então  acha que a sociedade só faz bens e ajuda as pessoas, o que acontecia em Chicago, mas ele logo se engana.

Ele descobre uma rede de assassinos, bandidos e criminosos ligados e divididos por Lojas e marcados pelo simbolo do triângulo dentro do círculo no antebraço. Quando ele visita a Loja 341, Vermissa ele descobre tudo. Descobre até que o vereador da cidade, McGinty, é o próprio chefe da Loja 341 e que comanda todos os crimes. Mas mesmo assim, aceita fazer parte disso. É bem recebido e todos o tratam como um maioral por vários feitos em pouco tempo ali.

Acontecem várias reviravoltas, um amor surge, há brigas e traições e tudo leva a um final surpreendente e que te deixa sem palavras. É uma história muito boa, bem escrita e merece muito ser lida. Alguns personagens e fatos se misturam com a primeira parte da história e cria uma sensação de profundidade desse universo criado por Doyle.

Virei fã depois de ler esse livro e lerei os próximos com certeza. Já estou com "O Cão dos Baskervilles" aqui e em breve escreverei a resenha dele :)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Resenha - Venha ver o pôr-do-sol e Outros Contos - Lygia Fagundes Telles


"Os contos deste livro retratam situações insólitas em que o dramático e o fantástico se misturam, alterando o cotidiano de pessoas comuns. Revelando a profundidade da alma humana, eles vão mexer com as emoções do leitor, fazendo-o refletir sobre a magia que se esconde nos detalhes do dia a dia."

Ah, o que falar desse livro incrível? hahaha Pois é, nunca imaginei que ia gostar tanto assim de um livro de contos, ainda mais se ele fosse passado pela escola (sim, tenho um certo trauma com livros de escola, rs).
Essa resenha é sobre "Venha ver o pôr-do-sol e Outros Contos" é publicado pela Editora Ática e escrito por Lygia Fagundes Telles, aclamada escritora brasileira e vencedora do Prêmio Camões, um dos mais importantes da Língua Portuguesa.


É constituído por oito contos escritos em diferentes momentos da vida da autora. É de fácil leitura, mas exige uma certa observação do leitor para captar todos os elementos presentes nos contos. As vezes você quer reler só para encontrar detalhes perdidos na primeira leitura e acaba que você fica mais intrigado na segunda vez.

Ele apresenta uma escrita dinâmica que deixa o leitor atento a cada detalhe; os cenários e as descrições do psicológico das personagens deixa um suspense intrínseco no enredo, como no conto "Venha ver o pôr-do-sol", um dos meus favoritos e que eu já tinha lido antes.

O livro é ótimo e por ser dividido em contos, facilita muito a leitura, você pode abrir e ler qualquer um. Essa edição da Editora Ática ainda traz entrevista, biografia e bibliografia das obras, incluindo informações sobre a autora. Confesso que quando vi a capa já me despertou a curiosidade. As ilustrações são muito bem feitas e condizentes com a história.

p.s.: Descobri que ela se inspirou em Poe e Lovecraft! <3 hahaha

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Você conhece Cressida Cowell?

Oi gente! Então, as vezes fico sem saber o que postar aqui no blog, e sei que é normal já que comecei a pouco tempo e não tenho tanto (ou talvez nenhum) leitores. E, bem, como o blog está começando tomar forma, decidi aproveitar para criar e testar uma nova coluna. Ela vai ter como foco os autores e também vai abordar as obras escritas. Daí cada mês vou falar de um autor diferente. Pra começar eu escolhi falar de uma autora de ótimos livros infantis, que é a Cressida Cowell.

Cressida Cowell se titulou, nos livros, como a tradutora do antigo norueguês, pois como havia achado registros deixados por Soluço, decidiu transcrevê-los. A autora diz que quando foi criada entre Londres e uma ilha pequena e pouco habitada a oeste da Escócia, sempre teve certeza de que ali viviam dragões e por conta disso quis traduzir as memórias de Soluço.

Ela tem 47 anos, vive atualmente em Londres e se ocupa como escritora. Ela conta que quando tinha oito anos, todo ano sua família ia para uma temporada de pesca na ilha, construíram até uma pequena casa de pedra que era iluminada por luzes de velas e não tinha televisão e nem telefones, então ela passava a maior parte do tempo desenhando e escrevendo.

Ela que criou as fantásticas histórias de Soluço e do seu dragãozinho rabugento, o Banguela. Os livros ficaram tão famosos que em 2010, o filme inspirado no livro foi para as telonas e conquistou mais fãs pelo mundo. E um desses foi o meu irmão.
Depois que ele viu o filme ele ficou fascinado. Não parava de falar que o filme era bom e que eu teria que assistir. Só cheguei a ver depois de um bom tempo e também adorei a história. A partir daí, ele comprou "Como Treinar o seu Dragão" e eu li depois dele, e só depois de ler os livros virei mesmo um fã das memórias de Soluço Spantosicus Strondus III.

O mais legal disso tudo é que Cressida é irreverente até na capa! Isso atrai muito as crianças. E com o livro recheado de humor e ilustrações engraçadadíssimas, é impossível não se apegar a essa série. Parece até que a parte comovente da história fica de lado, mas Cressida sabe como dosar bem cada coisa, com um pouco de tudo ela faz maravilhas com as palavras.

A autora recebeu diversas críticas positivas em relação as memórias de Soluço e a intitularam como a nova estrela da literatura infantojuvenil.  E de acordo com o The Guardian: Se você ainda não conhece Soluço, está perdendo uma das melhores criações da literatura para crianças.



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O lado dos contos que ninguém conta

Você já ouviu falar dos irmãos Grimm? Alguém já te falou que os contos de fadas são originalmente histórias de horror? Eu já. Ouvi diversas vezes as pessoas me falarem das versões originais dos belos e felizes contos de fadas, que o que a Disney e os nossos pais mostravam eram distorções das verdadeiras histórias contadas bem antigamente. 
Decidi, então, pesquisar mais sobre esses contos e achei um blog bem legal que resume um pouco de cada uma dessas histórias. O fato é que as fábulas verdadeiras não envolvem só "não fale com estranhos", elas têm um cunho voltado para a violência e sexualidade. Escolhi três mais conhecidos: Chapeuzinho Vermelho, Os Três Porquinhos e Hansel & Gretel. 


Chapeuzinho Vermelho

A historia da menina que usa um capuz e capa vermelha ficou famosa mundialmente tornando-se a fábula mais contada de todos os tempos, desde a época medieval, quando a historia surgiu pelos ataques de lobos e supostos lobisomens famintos que sempre rondavam os bosques a procura de alimento.
A versão que mais conhecemos, tem como chapeuzinho vermelho, viva no final, escapando com sua avó das garras do lobo, mas em versões diferentes e mais antigas, não existia lobo, ele era uma metáfora assim como a cor da sua roupa para identificar o inicio de uma vida feminina, a passagem de criança para adulta.
Tendo o capuchinho vermelho como significado para o ciclo menstrual da garota, e o lobo sendo os instintos sexuais mais selvagens que possam surgir em um humano, ou como um homem a procura de garotas na floresta.No conto, Chapeuzinho Vermelho é enviada pela mãe, para a casa da avó, com objetivo de entregar-lhe uma cesta de guloseimas, mas a avisa para não ir pelo caminho da floresta, pois lá mora um lobisomem muito perigoso.Teimosa, a garota resolve ir pela floresta, pois é mais perto, e ela chegaria à casa da avó muito mais rápido. Chegando a floresta, Chapeuzinho Vermelho encontra o lobisomem, que a faz perder tempo, e corre em grande velocidade para a casa da avó, chegando lá, ele a devora por partes, deixando o sangue da avó e alguns pedaços juntos para fazer a chapeuzinho vermelho comê-los quando chegasse até a casa. Chegando lá, a garota bate a porta, e o lobisomem que já estava disfarçado de avó, tranca a porta e começa o show de horror, até que a chapeuzinho janta a sua avó, pois o monstro havia preparado a carne da velha como uma sopa e depois a força se deitar com ele, trazendo assim interpretações sexuais para a história, só que surgem as famosas frases imortais:
—Porque esses olhos tão grandes? Então ela é respondida:
—Ó minha querida, são para te ver melhor
—Porque essas orelhas tão grandes?
—São para te ouvir melhor.
—E porque essa boca tão grande?
—É para te comer!
O lobisomem devora chapeuzinho, mas em versões mais antigas, ela consegue o seduzir com strip-tease, logo após foge, e em uma mais antiga ainda, ela consegue fugir, fingindo que vai defecar, no banheiro que existia fora da casa naquela época, e assim consegue escapar.

Os Três Porquinhos

A historia original do conto dos três porquinhos não tem tanta diferença, perde a parte que o lobo sopra as três casas, pois ele faz isso apenas nas duas primeiras, que tais porcos não escapam, viram logo alimento de lobo. Até que ele chega no terceiro e ultimo, tentando seduzir o porco com varias guloseimas, maçãs e até um passeio na feira.

O porco que era muito esperto, disse que não precisava disso, pois não queria incomodar o lobo, chateado, o lobo pensou até que avistou uma escada encostada na parede da casa do porco, e resolveu subir para entrar pela chaminé.
O lobo não pensava no que poderia acontecer, mas quando pulou dentro, caiu em uma panela, que o porco tinha colocado para ferver no fogo, assim, o lobo e os outros dois porquinhos que ainda estavam em seu estômago se tornaram o jantar do porco.

Hansel & Gretel

A historia de Hansel e Gretel é conhecida no português como João e Maria, é de tradição alemã e foi publicado pelos Irmãos Grimm em 1812.
O conto tem como personagens principais os dois irmãos Hansel e Gretel, que são abandonados pelos pais na floresta, enquanto procuram o lugar de volta para casa eles encontram um lugar com muitos doces e guloseimas, mas nele mora uma bruxa que os captura para comê-los no final. Até que é morta pela menina que salva seu irmão e vão embora.
Originalmente, a historia não tinha bruxa, e sim um casal de demônios vermelhos que atraiam as crianças para sua moradia a fim de escravizá-las e depois devorar as mesmas. Mas também passou por modificações, a versão que é conhecida depois do fato dos demônios é de outra Bruxa, que morava em uma casa feita de gengibre, os pais de Hansel e Gretel resolveram abandoná-los por serem muito pobres e não ter condições de alimentar a todos.O pai leva os dois para um passeio, Hansel consegue marcar uma trilha feita de pedrinhas brancas, mas da segunda vez, ele marca com migalhas de pão que são comidas por pássaros, então se perde com sua irmã, e assim encontram a casa de gengibre, onde começam a comer, nisso, a velha bruxa aparece, os convida para entrar.
A bruxa dá-lhes comida e camas confortáveis, mas quatro semanas depois ela engorda as crianças para poder comê-las. Ela tem um forno preparado e quando vai jogar Hansel, Gretel, em raciocínio rápido empurra a bruxa dentro do forno, e a tranca, deixando assar la dentro, enquanto isso, Hansel pega as coisas de valor e os dois vão embora para casa sendo guiados por um cisne branco.
Chegando lá, encontram apenas o pai, pois sua mãe morreu, então apresentam os objetos de valor ao pai e vivem felizes para sempre.
Na versão dos demônios, eles conseguem apenas matar a demônia, em um cavalete de madeira, cortando-lhe o pescoço e fugindo enquanto o demônio não está os vendo, mas depois a indícios que ele os perseguiu ate a casa e os matou fazendo um ritual.

Há vários outros contos originais envolvendo situações bem piores do que essas. No blog Mistérios Fantásticos você pode ler todos eles.
As histórias são bem assustadoras mesmo, mas é interessante ver como elas eram como mudaram e se adaptaram para uma versão mais leve e politicamente correta. É provável que eles contavam essas coisas para as crianças com o intuito de proteção e prevenção para algo que pudesse acontecer, já que antigamente não havia polícia, ou qualquer coisa assim, para a segurança de todos.

Contos: Mistérios Fantásticos (link no texto)

domingo, 4 de agosto de 2013

John Green fala sobre a adaptação de "A Culpa é das Estrelas"

Apesar do seu primeiro livro "Quem é você, Alasca?" nunca ter se tornado filme, o mais recente best-seller de John Green já está confirmado para se tornar em um longa. Estrelado por Shailene Woodley e Ansel Elgort, o filme já é aguardado por seus milhões de fãs.

Em entrevista com o Entertainment Weekly, John Green fala sobre como ainda está um pouco hesitante sobre a adaptação.
"Bem, ainda estou muito hesitante em acreditar que isso realmente vai acontecer, mesmo que neste momento ele definitivamente vai acontecer. Ainda é muito difícil de acreditar. Eu estou totalmente animado, sem ambiguidade sobre "A culpa é das estrelas" sendo um filme."

Ele ainda fala sobre os atores escolhidos e o diretor. "... e a razão por eu estar tão animado é que Shailene e Ansel são ótimos e Josh Bloom é um grande diretor. Eles já me incluíram em todas as facetas do processo, e eu estou tão animado."
Quando é perguntado se esta adaptação está dando certo por que os cineastas sabem que o publico adora o livro, ele responde: 
"Sim, isso é uma grande diferença. As pessoas que estão fazendo o filme estão cientes da paixão como os leitores do livro sentem e que respeitam e querem honrar isso. Como eu, eles estão com medo de não corresponder às expectativas dos leitores, e acho que isso é muito saudável. Isso é algo que eu nunca esperava acontecer na minha vida, porque eu não escrevo os tipos de livros que fazem grandes filmes de Hollywood, mas estou tão grato e entusiasmado."


Ele também comenta sobre ter vários fãs o seguindo depois do sucesso do livro e diz que "Tantas pessoas leram o livro e leram os meus outros livros até agora e sou parado todos os dias, toda vez que vou a "Target" (Companhia de lojas norte americana). Você sabe, é surreal. É impossível andar por ai, impossível entender o que isso significa. Não consigo pensar em como é 1 milhão de pessoas, sabe? Então meio que tento manter a cabeça para baixo e continuar a trabalhar, fazer as coisas e não pensar muito nisso."

A EW pergunta o por que ele acha que "A Culpa é das Estrelas" foi muito mais bem sucedida, ele responde: 
"Uma das principais razões que eu acho que tem sido muito mais bem sucedida é que as pessoas gostaram muito mais. Isso parece muito óbvio, mas no mundo da publicidade, acho que às vezes as pessoas esquecem que estamos tentando fazer os livros para as pessoas que amam eles e não apenas para tentar alcançar uma meta. Mas também acho que foi um pouco de um momento único. Eu tinha pessoas maravilhosas trabalhando no livro e comprometidas a vende-lo e tive relações com quase todos eles por mais de 10 anos, por que levou um tempo desde o meu primeiro livro sair e eles viram um grande potencial no livro, e eles sentiram que tinha um público muito mais amplo do que eu pensei que tinha, e eles queriam ter a certeza de que ele tem para todas aquelas pessoas. E não acho que doeu quando assinei 150.000 cópias."

E sobre próximos romances? "É uma coisa engraçada a maneira que um livro pode assumir sua vida. Eles geralmente vão embora uma semana depois que eles saem. Isso é triste, profundamente triste, para um escritor e eu experimentei algumas vezes, essa tristeza, mas "A Culpa é das Estrelas" é muito, muito diferente e está muito ainda na minha vida e é difícil escrever o seguinte com a anterior ainda em sua vida. Mas estou começando a escrever, embora, como é geralmente o caso comigo, eu provavelmente vou abandonar a seis ou sete romances antes da próxima vez."

via Entertainment Weekly